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Sorriso de Gato


VENTOS ELEITORAIS III

AS DUAS FACES DE LULLA

 


(cont)

Collor

ANTES
" Muita coisa vai melhorar. O que não vai melhorar é a política. Se acontecer o que está parecendo, vai piorar. O Paulo Maluf se eleger deputado, o Fernando Collor se eleger, o Clodovil se eleger..."
(Dia 18 de setembro, em entrevista durante viagem de campanha)

DEPOIS
" Com a experiência que ele (Collor) tem de presidente da República, certamente poderá, se quiser, fazer um trabalho excepcional no Senado."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

Congresso

ANTES
" Staub (o empresário Eugênio Staub), não acorde o demônio que tem em mim, porque a vontade que dá é fechar esse Congresso e fazer o que é preciso."
(Dia 14 de setembro, em um jantar com empresários em Brasília)

DEPOIS
" O Congresso é a caixa de ressonância da consciência política da sociedade no dia da votação."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

" Candidato dos pobres"

ANTES
" Estou ganhando porque o povo descobriu que um igual pode fazer por ele o que um diferente não conseguiu fazer. (...) A única frustração que eu tenho é que os ricos não estejam votando em mim. Porque eles ganharam dinheiro como ninguém no meu governo."
(Dia 18 de setembro, em entrevista durante viagem de campanha)

DEPOIS
" Alguém quer vender isso: dividir o Brasil entre pobres e ricos. A sociedade brasileira e a cultura brasileira não aceitam essa divisão."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

Debate

ANTES
" Hoje estou convencido de que minha decisão (de não ir ao debate) foi certa. O povo assistiu e viu o nível do debate que meus adversários queriam fazer."
(Dia 29 de setembro, em ato de campanha realizado em São Bernardo do Campo)

DEPOIS
" Não tenho ainda uma aferição para medir se eu deveria ter ido ou não, não tenho pesquisa. (...) Vamos ter oportunidade agora de ter debate, vai ser mais esclarecedor."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

Dossiêgate

ANTES
" Primeiro, nós temos que levar em conta a quem interessa, nessas alturas do campeonato, melar o processo eleitoral no Brasil. (...) Por que alguém que quer me ajudar faria um ato insano desses? É importante lembrar que os que estão me acusando agora faz mais ou menos dois anos que não querem que eu participe da reeleição."
(Insinuando a existência de uma suposta armação da oposição no caso do dossiêgate, em entrevista dada no dia 19 de setembro)

DEPOIS
" Eu quero saber quem arquitetou essa obra de engenharia para atirar no próprio pé."
(Assumindo que seu próprio partido estava por trás do escândalo, na entrevista coletiva do dia 2 de outubro)

 
 


Escrito por Amina às 11h45
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VENTOS ELEITORAIS II

AS DUAS FACES DE LULLA

 


Lulla nunca teve mesmo qualquer constrangimento em vociferar declarações contraditórias ao sabor dos acontecimentos. Entretanto, nos últimos dias que antecederam sua derrota no 1° turno (quando achava que a leição já estava ganha) e depos, já no fatídico "day after", conseguiu bater seus próprios records...
Leia abaixo suas curiosas mudanças de posição
:(publicadas em"VEJA", Edição 1977 . 11 de outubro de 2006):

Segundo turno

ANTES
" Nós vamos ganhar essas eleições domingo, e, se alguém achar que vai para o segundo turno, pode esperar para concorrer em 2010. Porque esta nós já matamos no primeiro turno. Dia 1º de outubro é dia de a onça beber água, e essa oncinha está com sede."
(Em comício no interior de São Paulo, oito dias antes do primeiro turno)

DEPOIS
" Não venci porque não venci. Não tinha eleição ganha. O fato concreto é que faltou voto para a gente ganhar no primeiro turno."
(Em entrevista coletiva, um dia depois da votação)

As fotos do dinheiro

ANTES
" Ou ele (Edmilson Bruno, delegado da Polícia Federal que divulgou as fotos do dinheiro do dossiêgate) fez de má-fé ou está mancomunado com alguém."
(Dia 30 de setembro, em entrevista a jornalistas em São Bernardo do Campo)

DEPOIS
" Se o fato (o dossiêgate) aconteceu, ele tem de ser mostrado. O fato concreto é que tinha o dinheiro, tinha a fotografia. Poderia ter sido mostrada no dia, poderia ter sido mostrada quando bem entendesse."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

Imprensa

ANTES
" Se a nossa querida imprensa brasileira tivesse tido comigo 10% da condescendência que teve com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, hoje eu teria 70% dos votos nestas eleições. Poucas vezes na história do país um presidente foi tão massacrado como eu fui."
(Dia 25 de setembro, em comício em Porto Alegre)

DEPOIS
" Todo mundo se queixa da imprensa. Mais dia, menos dia o político tem uma queixa. A imprensa tem um papel muito importante na conquista da democracia."
(Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva)

 
 


Escrito por Amina às 11h43
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VENTOS ELEITORAIS I

AS DUAS FACES DE LULLA
("VEJA", Edição 1977 . 11 de outubro de 2006)

 

Montagem sobre ilustrações de Orlando e fotos de Mônica Zarattini/AE e Marcello Casal Jr/ABR


Com opiniões que mudam ao sabor dos ventos eleitorais, o candidato-presidente deixa os brasileiros em dúvida: afinal de contas, no que ele realmente acredita?

Tudo bem que a coerência férrea costuma ser atributo da burrice. Está certo que um político precisa de jogo de cintura e algum contorcionismo para moldar-se às circunstâncias. Mas o candidato-presidente anda exagerando nas afirmações contraditórias. Já se sabia que há um Lula de palanque, que vocifera contra "as elites", e um Lula de salão, que as apazigua. O dado inquietante é que, agora, suas idas e vindas retóricas são a respeito de aspectos fundamentais para a sociedade, como democracia, corrupção e imprensa.

Pouco antes do primeiro turno, o candidato-presidente deixou escapar que tinha vontade de fechar o Congresso, deu a entender que o dossiêgate era um escândalo fabricado pela oposição para derrubá-lo e que, ao noticiar o festival de descalabros do seu governo, a imprensa queria "massacrá-lo".

Com o segundo turno pela frente, Lula voltou atrás nessas opiniões, tentando reviver a linha "paz e amor" da campanha de 2002. Como certas convicções não deveriam estar sujeitas ao sabor dos ventos eleitorais, é legítimo perguntar: afinal de contas, no que será que o candidato-presidente realmente acredita?

 
 


Escrito por Amina às 08h36
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RAPINAGEM DESCARADA

"SOCIEDADE AMIGOS DE PLUTÃO..."
 

 

Quando se trata de assaltar os cofres públicos, a criatividade do governo do PT não tem concorrentes. É imbatível!!!
As ONGS petistas, cevadas com recursos públicos, então... Essas são particularmente hábeis neesse aspecto. Entretanto, a grana federal fácil e a certeza da impunidade faz com que o governo deixasse de se preocupar sequer com as aparências. E, nesse salve-se quem puder, a ética foi literalmente para o espaço...

Há um vídeo especialmente ilustrativo, circulando pela Internet. Clique AQUI para vê-lo e... trate de rir para não chorar... :-)

 
 


Escrito por Amina às 18h18
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IMPROBIDADE

LULLA, O PT E A FARRA ELEITOREIRA COM O DINHEIRO PÚBLICO
 

 

O governo do PT não conhece qualquer limite... Ainda durante a ressaca resultante da derrota no primeiro turno, Lulla da Silva ordenou expressamente a seus ministros que tratassem de se empenhar ao máximo para ajudá-lo em sua frenética caça aos votos nesta segunda etapa das eleições presidenciais. Foram mobilizados 17 ministros e Guido Mantega, da Fazenda, mostrou-se especialmente aplicado...

Sem demora, Mantega liberou 1,5 bilhões de Reais para obras e pagamentos de dívidas. Curiosamente, a farra da gastança foi liberada depois de há 10 dias ter cortado R$ 1,6 bilhão do Orçamento a título de economia!!!!
Contradição? Não... Lula e o PT esperavam vencer já no primeiro turno e, como tal não aconteceu, a nova ordem foi voltar atrás e abrir as burras...

Outra coisa: se o ministério aceitou arregaçar as mangas para ajudar o patrão, o problema é deles. Porém, manda a boa norma (e o respeito pela nação) que  os 17 ministros se licenciem antes de sair por aí, à cata de votos para o "cumpanhero-presidente". Se não se afastam, estarão  usando a máquina pública em benefício do candidado do PT,  aproveitado-se das benesses e facilidades oferecidas por seus cargos. É óbvio que isso configura CRIME ELEITORAL

No caso da liberação de R$ 1,5 bilhão, a dinheirama deverá ser aplicada nos estados onde o PT perdeu ou teve um desempenho abaixo do esperado e Lula precisa reforçar sua votação. Há mais o que dizer a respeito?

Aliás, o que essa gente pensa que NÓS somos? Idiotas?

 
 


Escrito por Amina às 17h11
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EQUÍVOCOS FATAIS

ACCOUNTABILITY...
 

 


ACCOUNTABILITY NÃO É CONFIABILIDADE
Lucia Hippolito

Nas democracias, o governante presta contas de seus atos à sociedade. O presidente dos Estados Unidos dá entrevistas quinzenais na Casa Branca, tendo que enfrentar perguntas às vezes constrangedoras, muitas vezes duras, mas quase sempre leais. Na França, o presidente cumpre o mesmo ritual.

Nos países parlamentaristas, além das entrevistas periódicas, o primeiro-ministro vai semanalmente ao Parlamento, onde é “premiado” com uma saraivada de críticas da oposição, ouve discursos fortes, recebe perguntas sobre seus atos e pedidos de explicação sobre atos de governo. Tudo dentro da mais perfeita normalidade democrática.

Nos Estados Unidos, secretários e titulares de agências do governo comparecem rotineiramente às comissões da Casa dos Representantes e do Senado para responder a perguntas e prestar contas das ações dos órgãos sob sua responsabilidade.

Nos países parlamentaristas, então, nem se fala. Como os ministros saem, praticamente todos, do Parlamento, têm que prestar constas à sociedade, através de seus pares.

O que sustenta este procedimento é a accountability, palavra ainda intraduzível em todo o seu conteúdo.

Accountability contém a idéia de que a autoridade é um servidor público. Eleito ou não, tem que prestar contas de seus atos à sociedade. Ou através de periódicas entrevistas coletivas, ou através de periódicas visitas ao Parlamento. Ou ambas.

(Nos Estados Unidos existe a figura do General Accounting Officer, espécie de presidente de tribunal de contas, a quem todos os secretários do governo prestam contas.)

Autoridades são remuneradas pelo povo. Muitas dormem em palácios pagos com o dinheiro do povo, locomovem-se em automóveis e aviões pagos pelo povo, movidos a combustível pago pelo povo. Alimentam-se às custas do povo.
Devem, pois, satisfação de seus atos.

No Brasil, disseminou-se – e não é de hoje – a noção de que autoridades não precisam prestar contas à sociedade. Sentem-se como se tivessem recebido do eleitorado um cheque em branco. Tudo podem, nada devem.

Ministros “fazem o favor” de comparecer às comissões da Câmara e do Senado para prestar contas sobre sua pasta.

O comparecimento de agentes do governo ao Congresso transforma-se numa batalha campal entre oposição e situação. Oposição querendo extrair o fígado da autoridade, situação prestando-se aos mais ridículos papéis para evitar a saia justa para a Excelência. Papelão!

Governos brasileiros confundem prestação de contas com publicidade. Gastam fortunas em publicidade paga, como se isto bastasse para justificar seus empregos.

Sinto muito, mas não basta. Accountability não é contabilidade das empresas de publicidade.

Accountability é um dos pilares da democracia. De agentes públicos, o mínimo que se espera é respeito ao dinheiro do contribuinte, que paga seu salário e suas mordomias.

Accountability é menos palanque e mais debate, menos pronunciamentos e mais entrevistas, menos portarias ministeriais e mais comparecimento ao Congresso.

Afinal, se uma autoridade não resiste a uma crítica ou a uma palavra mais dura, talvez esteja no cargo errado.
Como se diz no interior de Minas, se não agüenta o calor, que saia da cozinha.

 
 


Escrito por Amina às 12h51
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INTERREGNO...

DRUMMOND, SEMPRE UMA DELICIA...
 

 



Gustav Klimt (1862-1918)
" The Kiss"

 

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Carlos D. de Andrade)

 
 
 


Escrito por Amina às 23h18
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PRATO DO DIA: LULA FRITA...

TUDO AZUL...
 

YEEEEEEEEEEEEEES!!!!!

CONFIRMADO!!!!!!

TEREMOS 2° TURNO!!!!!!

ESSE É O COMEÇO DO FIM...

FORA LULLA!!!!!!!!!

XÔ PETRALHAS!

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, anunciou oficialmente há pouco que as eleições presidenciais serão decididas no segundo turno.
Pelos cálculos oficiais, Lula não seria reeleito em primeiro turno mesmo que recebesse todos os 2.769.093 votos que ainda não foram apurados.
Com 98,06% das urnas apuradas, Lula (PT) tem 48,79% dos votos válidos contra 41,43% de Geraldo Alckmin (PSDB). Os dois voltam a se enfrentar no dia 29 de outubro.

Agora vou dormir, que o dia foi comprido. Mas valeu a pena... >;-)

 
 


Escrito por Amina às 01h16
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